quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
caracol
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Ex-alunos e moradores da República Sinagoga compram casa para cumadre
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| Ex-alunos e moradores da Sinagoga reunidos no dia da mudança |
domingo, 25 de novembro de 2012
desvio
Entrar nesta obra é quase uma violação do corpo, que se expande e se faz refluxo naquilo que nos usurpa diariamente, os objetos ali postos. Impregnados, fazem a lógica galopar e retornar em becos de cantos ao único ponto do qual não se pode fugir: vermelho. Há algo de intrigante e, ao mesmo tempo, habitual ali. É como ver continuamente o reflexo do reflexo. O cansaço vem de olhar e enxergar sempre a si. Talvez, o ponto do qual não se possa fugir seja este: eu.
sábado, 24 de novembro de 2012
o homem que virou pipa
domingo, 24 de julho de 2011
Mito Mídia
Conexão Repórter se utiliza de edições primárias de corte, enquadramento e trilha, no intento de sensibilizar a recepção. Ainda que questões pertinentes sejam colocadas, não foge à característica de espetáculo, como taxa em alguns momentos os cultos religiosos. Eis o realismo fantástico da mídia! Quão piedoso e justo o programa é ao expor e enredar ao comando do sarcasmo inconsequente de Roberto Cabrini seus personagens em busca de audiência?
Não haveria nenhuma declaração autorizada socialmente – como a da Psicologia tomada como aval de suas acusações aos pais da criança – que vetasse a abordagem que Cabrini faz à Alani? Responda agora: até que ponto toda essa exposição afeta a vida da menina? Estará sendo a fé explorada? Tanto quanto tudo aquilo que a mídia manipula em prol do paganismo comercial.
domingo, 22 de maio de 2011
Um homem pendurado na luz, outro na coceira infame do peito. Saíram de um instante fugidio do acordado. Haja coragem.
Arrastavam o mar no zumbido oco do ouvido. Mundo de esquecimento e retorno.
Foi o cavalo negro que entrou em seu quarto e enlouqueceu a ausência?
As horas tem postura de guerra. Uma mariposa arritmica engole o cavalo e seca o mar.
Suas mãos viraram ouro. Seus pés viraram ouro. Veio a mariposa e os fez gelo.
Mãos e pés rezando vigília na planície de Dalí.
Esse vento parece pedra. Clausura manca da hora. Clausura manca de Aleph.
Uk up!
domingo, 17 de abril de 2011
Os nomes de Realengo
A cidade de Realengo, local onde o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira voltou para disparar contra dezenas de estudantes suas armas, fez com que o 4° poder da sociedade – a Mídia – decidisse que a tragédia do Japão ou os confrontos entre árabes e israelenses perdessem categoria na hierarquização midiática.
Todos os veículos informativos do país retomam, dia após dia, o acontecimento de 7 de abril. Não parece haver empecilho algum ao entrevistar e expor as crianças sobreviventes ou os familiares que perderam as suas. O objetivo é informar?
A cobertura insistentemente progressiva cumpre apenas ao critério de anunciação – a promessa de novos detalhes sobre o caso - para que fidelidade da audiência seja preservada.
Talvez isso nos faça pensar que a atenção dada às crianças ou aos criminosos do nosso país só parta de uma tragédia de repercussão internacional. Para que Realengo seja esquecida (não acho que deva), basta que a mídia selecione os fatos e hierarquize nossa atenção novamente, de acordo com os valores que elege como ideais. E as crianças voltam a ser número: 12 mortos.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Tato e potência artística explorados na oficina “Pigmentos e Tintas”
Tinha uma pauta a cumprir e arbitrariedade alguma que partisse de mim pararia ou adiantaria os relógios. Duas horas da tarde, hora marcada para início da oficina e, no entanto, a porta continuava com a postura imperiosa de não oferecer qualquer fresta que autorizasse passagem.
Poucos minutos adiante, uma portinhola se abre embaixo dos nossos pés – sensação de ladeira – e podemos entrar no atelier instalado no porão do Museu. Me apresento a Attilio Colnago, artista plástico e professor da Universidade Federal do Espírito Santo, pedindo licença para adentrar no império de pedras que aquele porão/atelier simbolizava.
Com atenção quase infantil, vasculho o ambiente e tento traçar um itinerário dos objetos dispostos ali. Ao fundo um portão alto, de ferro, parecendo ser guardião do jardim que entrecortava com as grades pesadas. Um balão de junho esquecido sobre cadeiras; outro, preservando com faísca de lâmpada cores acesas, suspenso frente ao retrato do rosto que não se identifica.
Como se houvesse uma clarabóia natural, o centro do atelier era invadido por um azul de tonalidades controladas por marchas de nuvem. Desço das alturas do devaneio para o início da oficina. No primeiro dia, o qual me limito retratar, passou desde a Idade da Pedra a representações artísticas contemporâneas
Pintura e restauração: o sentido dos materiais explanou a sensibilização tátil frente a materiais oferecidos pela terra para a composição da matéria prima da construção de símbolos e conceitos, ora visionários, ora tradicionais, nas representações artísticas produzidas pelo homem.
A oficina propõe a discussão do que é o artista – ser abstrato e potente, vulnerável e imortal – e a exploração de texturas e pigmentos presentes em seu trabalho. Das poucas horas que tive da oficina que seguirá até o dia 23 de julho, não pude fazer cores, curiosidade inquietante agora, como idéia plantada pelo cal.
(todo escrito tem seu tempo do rídiculo para ter coragem de ser visto)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
patota
Escolha fazer parte de um lugar que fuja de todas as definições que tudo concluem e estigmatizam. Escolha avaliar cada gesto teu e colocar sentimento em cada ato. Escolha ser muitos e ter um pouco de você em cada pessoa com a qual vive. Escolha não ter uma rotina de ações ou de pensamentos.Escolha colocar o pé na eternidade.
Patotinha 32 anos. Pediremos bis e tudo será perfeito!
domingo, 1 de agosto de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Fazendo estrada no ar da imaginação "Rádio Osquindô" leva a infância para o infinito

Corrente que prende gente / quem tem medo sai da frente! Pequenos iam e viam numa ligeireza só, entrecortando a fila para o show da “Rádio Osquindô”, realizado pela Cia Lunática, às 18h do domingo (18), no Teatro Ouro Preto.
A “Rádio Osquindô”, transmissão imaginária que tem como interferência palmas e gargalhadas, tinha todos os elementos do palco e da platéia coreografados: lamparinas suspensas acendiam e apagavam como se brincassem de ser vaga-lumes enquanto mãos e pés batiam no compasso que pedia a música de abertura.
Guitarra, baixo, bateria, percussão e voz imitavam trovoada e trem no misto teatral e sonoro que é a apresentação da Rádio Osquindô. O palco é uma brincadeira montada por cores, luzes e apetrechos jocosos. Nem todos resistem em não adentrar nessa fantasia: um menino salta para o mundo lúdico que era representado.
Cantaram a infância com a saudade que levam as pipas, em plano aéreo do tempo que nos faz crescer – alturas longínquas – e com a pequeninice das formigas, de posse do dom natural de apropriar-se do que nos escapa aos olhos para a criação de universos.
Ao cantarem Borboleta, de Marisa Monte, uma pequenina vestida de branco e com asas com brilhos de lantejoulas foi saudar o público rodopiando e ensaiando um canto tímido de menina, mas que levava a coragem de ser ouvido por dezenas de pessoas.
O grupo da Rádio Osquindô é formado por seis adultos que pegaram carona em uma cauda de cometa e decidiram que viver no mundo da lua, onde não há restrições para sonhos fantásticos que se põem fora da órbita do mundo de “gente grande”, é conservar-se criança e feliz. Me parece que aquela gente grande que estava em cima do palco pensa como Manoel de Barros, que olha as coisas de azul, "que nem uma criança que você olha de ave".
terça-feira, 13 de julho de 2010

O cortejo “Somos todos Chico-Rei – Circo Arte – Educação e Cidadania” abriu às 15h20 da última quinta, 8 de julho, o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2010. Do Largo do Cinema ao terminal de integração José da Silva Araújo, “Zé Duca”, inaugurado às 16h30 do mesmo dia, os Franciscos fizeram “o Brasil subir a ladeira” em tom compassado e policromo.
Guerreiros vibrantes, levaram em ritmo de chão e de altura as memórias da escravidão e da liberdade. Da janela da Rua Teixeira Amaral, um homem, uma mulher e um pássaro assistiam a música que corria, vinda de trás. Palmas em espreita, viam a menina que pisava em mãos.
E foram também ritmo mar, em vento vermelho de asas de pano, reverência à cor e coroa em estandarte. Menino, preste atenção, pediam para em fala grave, de marcha, dizer da força do Chico de Francisco, Chico-Rei, e dos filhos da África.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
a coisificação do corpo
O corpo é interpelado a identificar-se. Portar-se.Consumir.Defecar. O corpo é voz, é gesto, é o que você é. Seu almoço, seu desgosto, sua fama. Traz o legado de eras do mundo. Geneticamente escapou do sagrado e andou à luz da Razão.O corpo é coisificado, etiquetado. O corpo é movimento compassado. Corpo público, ético.Corpo fotográfico, acadêmico, líquido. Decorado. Copiado. Corpo anunciado. Publicado: obituário.
Trabalho transdisciplinar da turma mais relapsa de jornalismo.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010

Estou com princípio de pneumonia e me tornei uma burguesa, não tiro minhas meias dos pés!
Pelo menos essa enfermidade me dá sol no colchão no quintal de casa, cappuccino, filmes que são "ICHS demais", segundo as minhas patotas amadas e que adoram me pelar o saco, e pequenos paparicos.
Mas me tira o momento quase sublime, por sua raridade, de ouvir rock no CAEM e ir pra Viçosa de carona.
Confesso também que resistir ao choconhaque que vai rolar na Patotinha hoje vai ser muito, muito difícil!
p.s: Cena do filme "Meu irmão é filho único".
Há também "1984" (que deixou a Yara cabeça de borboleta apavorada e rendeu à Laís uma pessoa pendurada no seu pescoço de madrugada) e "Paradise Now", que veremos hoje.
quarta-feira, 7 de abril de 2010

Uma sala de aula nunca foi um ambiente que ela pudesse classificar como agradável. Não cabia naquela gaveta de gente, e mesmo as idéias que circulavam junto ao ventilador de teto lhe pareciam excessivamente impessoais. Assim dizia fulano, ciclano e beltrano. Segunda ela, quando era?
Mas havia um momento, sem a necessidade de sua permissão, que as idéias penduradas na hélice despencavam trazendo o peso de um soco no estômago: era a aula de cultura e identidade brasileira. Era a cisma natural das perguntas que ninguém tinha a valentia de pensar ou responder.
Diante da força das inquietações - e das cadeiras, mesas e quadros que se colocavam absolutos no consagrado habitat acadêmico – emudecia. O soco no estômago tirava-lhe a fala, mas de algum modo lhe fazia traduzir e proclamar as coisas de si de um jeito diferente.
A identidade, muitas vezes estupidamente erguida como estandarte de imposição do que teatralmente se é, aceitou travar diálogos com os fulanos e se compreendeu plural e não concluída. Talvez tenha adotado algo da estética do Bispo.
Estranho vício de ter as idéias desordenadas, violadas. Mas a abstinência vinda da constância que a perturbava mais além que a estabilidade a curou de certo modo de sua miopia.


